quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Um olhar sob o mundo



No último dia 30, terminou em Belém, a exposição “Andalucía 1935” de fotografias do etnólogo e, obviamente, fotógrafo francês (francobrasileiro) Pierre Verger- que pena não poder anunciar o início do evento, é que a criação desse blog se deu justamente no dia 30. A mostra contou com imagens capturadas durante uma viagem, a bordo de uma bicicleta, feita pela Espanha do período pré-guerra civil, em especial, a região de Andaluzia que possui uma grande variedade geográfica e cultural.


Além da Espanha, Verger rodou também pelo resto do mundo, nem sempre, é claro, em cima da magrela. Tudo isso começou quando, após a morte de sua mãe, decidiu aprender um novo ofício: a fotografia e levar uma vida errante pelo mundo afora, muito diferente da que tinha levado até então, onde desfrutava dos privilégios da boa condição financeira: "A sensação de que existia um vasto mundo não me saía da cabeça e o desejo de ir vê-lo me levava em direção a outros horizontes".


Sempre acompanhado de sua Rolleiflex, Verger teve contato com as mais diversas culturas, fotografou variados lugares e, principalmente, pessoas. As coisas mudaram quando verger chegou à Bahia, a tranqüilidade do lugar o seduziu, deve ter sido o contraste com a Europa pós-guerra: era o ano de 1946. Lá ficou, em meio ao povo simples onde se sentia bem, conheceu o Candomblé, religião na qual foi iniciado como babalaô: “O Candomblé é para mim muito interessante por ser uma religião de exaltação à personalidade das pessoas. Onde se pode ser verdadeiramente como se é, e não o que a sociedade pretende que o cidadão seja. Para pessoas que têm algo a expressar através do inconsciente, o transe é a possibilidade do inconsciente se mostrar".


 Logo se viu com um novo oficio: o de pesquisador. Verger estudava a diáspora africana, se dedicou à história, costumes e religião dos povos iorubas e descendentes na Bahia e África Ocidental, se tornando um mensageiro entre esses dois lugares. Escreveu livros, artigos e colaborou em pesquisas sobre o tema.
Ainda assim, Verger não deixou de ser nômade, em seu vasto acervo podem ser encontradas fotografias feitas em Belém e alguns outros municípios do Pará. Grande parte desse acervo pode ser vista no site da fundação Pierre Verger.



quarta-feira, 30 de setembro de 2009

UM NOVO UNIVERSO OBSERVÁVEL: espaço limitado por uma esfera, cujo centro é o observador

Quem sabe uma angustia pode ser amenizada; uma paixão pode ser resolvida, mesmo que sendo extinta; uma idéia pode ser percebida, mesmo que medíocre... Sei lá, há tempos que estou postergando a criação desse blog e nem sei bem qual vai ser a função dele, talvez só incitar a prática de escrever. Pois, mantenho, teoricamente, uma vida acadêmica e isso exige essa prática para, finalmente, sair da teoria. Poderia fazê-lo só pra mim, mas ainda assim resolvi criar esse blog. Pra explicar essa atitude, de externar idéias fundadas ou não, talvez eu tenha que escrever um outro texto.
Mas o importante, agora, é tentar descobrir qual a atual intenção desse espaço. Vamos lá: é onde pretendo postar apenas minhas opiniões que, é claro não são absolutas, até por que, pelo que tenho percebido, sou doutor, apenas, quando requisitado no ofício de preparar uma boa caipirinha; não que ache as idéias e opiniões dos doutores absolutas, mas ressalto aquilo apenas para que não ocorra a eventualidade de alguém se ofender com algo escrito por aqui. Isso faz parte das coisas que não são intenção desse espaço. Qualquer um pode concordar ou não com o que for escrito aqui. Espero que as opiniões contrárias não sejam motivos de desavenças pessoais. Afinal, ainda não tenho cacife pra andar em desacordo com Voltaire que, em meio a sua prolificidade diz: “Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las”.

Post Scriptum: Espero críticas, conselhos, dicas, etc.
P.S.: Devo ser um tanto sucinto nos primeiros textos, mas pretendo melhorar em relação a isso. Acho que esse é um dos motivos para a criação desse blog.

     Robert Plant                                                                    Voltaire
CADA UM EM SEU TEMPO. NÃO FOSSE ESTE PODERIAM SER IRMÃOS. HEHEHE